segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A BALADA DOS PÁSSAROS MORTOS

A BALADA DOS PÁSSAROS MORTOS
(Lucas P. "Delavour"/Ricieri Nascimento)

Eu nunca fui o suficiente
E também não sou o bastante
Não passo daquele que se arrepende
Escondido ao fundo da sua estante

Pássaros mortos não povoam o céu
Pássaros mortos pertencem ao chão
Não passo das cinzas do seu carossel
Queimado pelo fogo do seu coração

Eu quero achar a minha luz
No meio da solidão
Feito lágrima que não seduz
A minha distração
Feito sono, despedida
E desapego familiar
Onde está a minha vida
Já nem sei onde procurar

Olhos exalam tristeza e maldade
E o corpo sofre a pressão do tempo
Marcas azedam a sombra da idade
Lágrimas me levam como o vento

Minhas asas já estão fracas
Resolvi cair no chão
Minhas marcas tão exatas
Levantam sem preocupação
Os meus nadas, minhas charadas
Se despedem com um perdão:

"Ainda que eu ande
Pelo vale escuro da morte
Não temerei, não temerei
Não temerei"

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