quarta-feira, 8 de setembro de 2010

É SÓ ISSO

É SÓ ISSO
(08/09/2010)

Feche os seus olhos
Você vai se enxergar melhor
Feito barquinhos de papel descendo lentamente uma silenciosa cachoeira
Você está em você agora:
O pensamento é companhia
Feito gotinhas que se escorregam delicadamente do telhado em perfeita sincronia
Onde o destino de cada pingo faz deles uma grande lagoa ao se juntarem
Pensando em como se reaver
Mesmo ao fugir mediante o fato de ser um só
Feito passarinhos que cantam suas cantigas no segredo da harmonia
E, ainda com tantos sons em movimento, parecem distinguir de sua mais serena forma
A razão que se centelha inconscientemente
Feito os dedinhos delicados de uma criança que se seguram firmes e decididos sobre o indicador de sua mãe
Sem haver motivo para tanta paz reunida:
Como um fazendeiro que decidiu morar em uma gelatina
Ou em outro espaço diferente
Por possuir terras demais
Feito um velhinho que tenta se banhar tranquilamente em um baile de tinta branca
Onde nunca mais errou
Mas que, mesmo assim, não deixa de se construir dia-a-dia sem pressa
Feito formiguinhas que carregam lentamente pequenos pesos gigantes
E, mesmo quando tudo parecer impossível de ser solucionado
Tente se lembrar daquele velho menino
Que não entregou a lição de matemática no prazo
E continua vivo
Feito os menores peixinhos que nunca desanimam ao nadar

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