segunda-feira, 30 de agosto de 2010

QUALQUERNOME

Se eu disser que esse poema é antigo, seria eufemismo. Ele é pré-histórico. Nem me lembrava dele... Encontrei-o em um monte de velharias e o restaurei. Deve ser do final de 2008 ou do começo de 2009, por tratar dessa temática. É isso. Enjoy the past.

QUALQUERNOME

Eu jamais lhe esquecerei
O passado que me beijou finalmente foi real
Não me arrependo de nada que se perdeu em perdição:
Guardo as belezas retratadas intensamente entre laços apertados

Faz tanto tempo
Só agora faz sentido
Tudo aquilo que passamos juntos realmente foi comigo

Há a prova em cada segundo

Embora não valha de nada
Se realmente houve amor no mundo
Nós dois fomos a maior prova disso

A lembrança mais sincera me lembrou de me lembrar
Como seu rosto se encostava em meu ombro
E o meu rosto se encostava sobre o seu

Se foi glória ou vergonha
Não é da conta de ninguém
Mas esqueçamos a pasta preta no fundo de um porão
Embora mantenha em minha mente a memória em minhas mãos

É tão difícil de imaginar que juramos nunca nos esquecer
Mas, justo agora, fazia sentido:
Sentido só havia enquanto estava comigo

Era paixão irresistível

Por ter chegado a hora finjo ter lhe esquecido
Minto não lembrar seu nome
E simulo ter perdido o seu rosto lindo entre tantos imprecisos

Entretanto saiba que em meus últimos suspiros
Estarei pensando em nossa história
Feito mantra ou oração
Mesmo tendo me imposto nunca mais repetir o seu nome:
QualquerNome

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