segunda-feira, 12 de julho de 2010

A IRONIA DO DESTINO

Versos antigos.
Nem me lembro se eram para ser canção ou poema.

A IRONIA DO DESTINO

Todo dia é um dia inteiro pela metade
E o hoje passa cada vez mais à vontade
Todo dia ao meio-dia eu percebo que já é tarde
E o ontem vai crescendo sem nenhuma piedade
Pelos cantos escuros da cidade

Todo dia à meia-noite a calmaria chega atrasada
E o amanhã espelha suas luzes na calçada
Todo dia a melodia da rotina se vê errada
E o pôr-do-sol descalço agora é essa barra pesada
Pelos cantos escuros da madrugada

Todo dia à meia-noite o meio-dia tem que acordar
E o amanhã faz você achar que está numa esteira devagar
Todo dia a noite e o dia brincam de pega-pega sem se encostar
E a tarde todo dia tem aquele Déjà vu familiar
Pelos cantos escuros de um jogo de azar

Todo dia o dia alega que a noite é sentimental
E a manhã do amanhã tem medo de ser sempre igual
Todo dia a irnonia do destino pula o seu carnaval
E de noite a tarde reclama do seu dia-a-dia habitual
Pelos cantos escuros da vida real

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