domingo, 31 de janeiro de 2010

ABSTRATO

Poema estranho, meio "incomum" que eu fiz. Tanto faz, afinal... Pouco me importa se você lê ou gosta ou não. Só quero registrar isso aqui.

ABSTRATO

O pôr-do-sol nasceu quadrado nas últimas telas que eu pintei
Depus-me frente à tanto pudor e nada mais importa:

- Acorda... Você não pode mais dormir.

Destruo-me, me amorteço e me perco em longe
Nada mais importa:

- 1, 2, 3, 4...

Sussurra, pois sussurram nos meus ouvidos...
Sou um quadro de Van Gogh disfarçado na farsa de me ser:

- Chega de falar, porque quadros não falam.

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