segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"SUOR"

Odeio esse meu poema. Mas só pra dizer que eu o registrei em algum lugar:

“SUOR”

Como uma rosa virgem
O pecado emudeceu seu rosto
Sem uma espécie sequer
Ninguém viu seu desabrochar

Desabrochar de lótus
A perda da inocência
Entra a cor e a dor do sangue
Há os espinhos que se enterram

A flor que se solta devagar
Não se arrepende de não ver os espinhos
Na libido ingênua e inconseqüente do momento

O anseio rompeu seu lacre
Enquanto observava o sangue cair leve
Delicadamente os espinhos se encontravam

O sacrifício por prazer

Surgiu então a dor, o sangue e o momento
Enquanto a flor desabrochou e o broto se desfez

A flor masoquista
A flor que reinventou o amor
A flor que tinha a dor à vista
A flor que desafiou o calor

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