quarta-feira, 4 de novembro de 2009

LÁGRIMAS DE UM ARTISTA




LÁGRIMAS DE UM ARTISTA

O toque das três sombras forma a tinta preta
Que se se deslizaria
Deslizara sobre o céu e o papel e o seu inferno
Sob a forma bastarda
Deliciava-se com sua farda
Quando havia o que se formara outra vez:
Uma sombra

- Onde estão as outras das três?

O sussurro reinara na sala vazia
Como novamente se se olhara
Olhava para trás

Para no mais tardar, contar uma estória
E cantava:

- Havia um batalhão e pó

Os escudos de escudos da placenta
Fizeram-se sedentos quando houve o amanhã

Como se o amanhã chorasse outra vez

Aquele cheiro que lembrara o verão
O fascínio clichê pelas quatro estações lhe trazia nojo:

- Feito!

Mas era industrial...
Ledo engano da imagem

- Bobagem...

Observaria o que observara
E de longe
Quando se encontrara o reconhecimento de uma era
Talvez houvesse para sempre a lembrança
Talvez remota demais para o passado
E talvez não...

Mas o fato:
Era uma vez uma Era

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