segunda-feira, 16 de novembro de 2009

E MEUS CAMARADAS DISSERAM: “VALEU A EXPERIÊNCIA”




E MEUS CAMARADAS DISSERAM: “VALEU A EXPERIÊNCIA”

Quando eu a enxerguei
Algo dentro de mim parecia gritar
Sentia-me como se estivesse numa cadeira elétrica em plena execução:

- AAAAaaaargh!

Sou apaixonado por malícia no olhar
É tão bonito quanto parece
Mas falta-lhe auto-estima:
Coisa que eu posso resolver

Naquela festa o arrependimento rasgou minha pele,
Entrou pelo rasgo,
Costurou-o de volta
E ficou por ali
Sufocando meu diafragma entre a minha caixa torácica

Ciência não servia para um momento desses, afinal:
Era uma festa

Fiz do álcool meu ópio
E em vão não encarnei o meu escape:
Meu sangue ascendente não permitiria produzir cadente efeito

Um condor sugava a flor do beija-flor

Dançavam com ela
Recebi o convite para cheirá-la
Mas me faltava coragem
Posterguei o convite, então

Finquei e prendi meus dedos contra minha palma:
Sinal de nervosismo
E minhas mãos ainda detêm marcas de minha unha

Condenei-me dançando sem parar

É necessário conciliar deserto e rio
Mas dessa vez eu estou perdido demais
Hoje de noite no meu hoje eu estarei no chão
Desembriagado sem ao menos ficá-lo
Por falta de iniciativa

E eu me compactuei:

- Essa noite vai me render um poema...

E rendeu.

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