sábado, 17 de outubro de 2009

ÉDITO HUMANO

Poema apocalíptico que faz um retrato do agora ou do amanhã.

ÉDITO HUMANO

Rubro
O chão estava revestido de cinza e penas negras

Veio o lampejo de relâmpago
Então o trovão e a chuva
Chovia sujeira

Não se via horizonte
Havia apenas o preto moderno e vazio
E um Cristo jogado e rasgado no chão
Pregado – obviamente – em sua cruz
Condenado

Chorava sangue e sangrava choro
Profeticamente
Bradava o apocalipse sem argumento:
A tormenta

Só que dessa vez
Arrependido porque ele não queria lutar

Não havia lobo
Era o homem do homem

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