sábado, 31 de outubro de 2009

CORPOS CELESTES E AS ESTRELAS DO PASSADO

Letra que eu fiz especialmente para o Felipe musicar. "É verdade!".
Tadinho... É tão sem métrica. Ele vai penar.
Mas quando eu fiz essa letra eu percebi: "nossa! Ela é a cara do Felipe. Cara... Só ele pode musicalizar isso aqui!"

Então eu entreguei para ele.

Ele é o melhor guitarrista que eu conheço - e ele é REALMENTE MUITO BOM - e eu confio no trabalho dele. Sem contar que eu sou fã.

Ei-la:

CORPOS CELESTES E AS ESTRELAS DO PASSADO
(Lucas P. "Delavour"/Felipe Ladeira)

Disfarces azuis no porão de seu céu
Se destacam como estrelas que colidem dentro da noite
Quando me lembro que a marca do seu beijo é uma oitava acima do meu

Há quatro estações e quatro elementos
Entre a minha partida e o seu movimento
Quando me olho meio que sem jeito e sem direção
Encontro dentro de mim aquela quinta estação

Eu estou trancado no olho da chuva
Cego por conta de um milagre
Sem objetivos ou rota de navegação
Independênte de qualquer situação

Se apaixonar não é amar alguém
Se apaixonar é não amar ninguém

Os meteoros em mim ardiam em chamas
Mesmo eu não passando de poeira estrelar
Apesar de você ter morrido para mim
No seu funeral dentro do meu coração
Eu não cansava de repetir:
"Ninguém morre enquanto permanece vivo no coração de alguém"

Por mais que eu tente me explicar
Ao tentar me livrar de você
Eu apaguei todas as luzes em mim

E o que sobrou do nosso amor
Foi a claridade de passado que atravessa o universo
Feito a lembrança emanada do nosso destino
Que agora no céu não passa de uma estrela qualquer

E caso algum dia você se depare com uma noite de céu estrelado
Veja os meus olhos e se lembre:
"Aqui jaz uma estrela"

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