sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O PREÇO DO SILÊNCIO

Um poema que eu produzi na volta de uma das minhas fugas noturnas. E sim, foi num dia de semana, por mais que tenha sido em época de férias. Eu acho interessante, também, como eu me ative até agora aos temas diários para escolher os poemas para o blog, porque eu não costumo ser muito organizado e atento para essas coisas.

O PREÇO DO SILÊNCIO

Hoje pela janela eu avistei
Criaturas que se serviam dos subúrbios
Revirando lixo derramado
Naqueles dias de madrugada no meio da semana
Que ninguém acorda
Ou está acordado...

(Silêncio)

Por isso eu me lembrei do meu demônio
Que é meu segredo enjaulado numa pequena sala escura da minha alma
Ele que já foi preso agora se solta
E já está começando a me engolir

(Silêncio)

Você acha preferível viver mais e morrer devagar
Tendo de lidar com a morte encarando sua rotina diferente
Ou viver menos sem se tratar
Ignorando a situação como se nada acontece?

(Silêncio)

Eu não sei...
Mas isso me preocupa...

(Silêncio)

As pessoas à minha volta estão cansadas
Da minha mesma pergunta sobre a cor da cegueira
Enquanto eu...

(Silêncio)

Estou cansado de estar cansado
Tendo de lidar com a dor do dia-a-dia todo dia

(Silêncio)

É horrível.
Mas viver sofrendo é melhor do que não viver
Mesmo não vivendo de verdade...
E ao contrário do que dizem
Na vida tudo se perde e nada se transforma.

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