sábado, 19 de setembro de 2009

E FOI-SE COMO O VINHO DO PORTO

Bom... Para começar a nossa nova empreeitada, que tal um poema meu para esquentar? E bota "esquentar" nisso.


E FOI-SE COMO O VINHO DO PORTO

E você veio como o vinho
Ou como um licor de amarula
Amarga e quente
Doce e enjoativa
Azedou meu ser com sua saliva
Suave e suada em minha boca
Assim como se faz com uma garrafa de vinho branco
Que perdeu o gosto

E você veio como vinho
O começo vinho tinto
Os primeiros goles que surpreendiam
Foram se acostumando à minha língua
Até que só sentia sua falta
Quando a taça terminava

E você veio como um vinho
Hoje a garrafa está vazia
E não nego que lhe provei outras vezes
Mas então a garrafa já não era minha

Feito um aperitivo no fim da festa
Que havia se tornado um vinho sem marca
Um vinho qualquer
Que me deixou de lembrança a ressaca da saudade

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