quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Caminhadas na Madrugada e A Torre da Solidão

Aqui na Cidade dos Condenados há uma estrutura que mexe incrivelmente comigo. A Torre da Solidão. Por mais que aquilo não seja uma torre - e sim uma chaminé luminosa - eu a chamo de torre e gosto de chamá-la assim.

Ontem eu fui assistir uma peça de teatro de uns amigos e eu voltei sozinho para casa de madrugada - chegando em casa em torno de meia-noite e meia da madrugada. E sim, minha mãe não desconfia que vim sozinho e muito menos a pé. Pensa que eu vim de carona com um grande amigo.

Mas - vocês já devem ter percebido - eu possuo um tremendo fascínio pela cidade. O urbano em sí. Os subúrbios. Isso porque eu moro numa cidade de interior. Imagine se eu morasse numa metrópole. Mas não. Por mais que aqui seja a Cidade dos Condenados, não há lugar melhor para se viver. E muitos discordam disso, eu sei. Não precisam me apedrejar. É só a minha opinião.

Aquela torre me acompanha de longe. E eu acompanharei ela para sempre. E ela é como eu, apagada de dia e iluminada a noite.

Mas há algo nela que - geralmente - me sensibiliza apenas quando estou só. Andando de madrugada... Eu ando pra caramba, sabiam? O duro é o desgaste da minha pele pelos raios de sol. E esse é um dos motivos de eu usar chapéu.

É engraçado como o simples fato de eu usar chapéu por aí é o suficiente para que isso cause uma desordem social e cause impacto na vida das pessoas.

Mas, enfim... São as pessoas que não tem com o que se preocupar e que não tem o que fazer. Que se perderam, então, nas vinhas da mesmice. Azar o deles. Não o meu.

Até. Tenho mais o que fazer.

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